O sucesso nas mãos de Barack Obama

Tuesday, November 4, 2008 12:58

E hoje os americanos vão às urnas. Na verdade, o mundo vai às urnas. E o mundo vai às urnas por Obama.

A esperança depositada nesta figura chega a proporções astronômicas. O mundo pede por Obama mesmo sem saber se ele é a melhor opção para governar a economia mais importante do mundo.

As eleições americanas de hoje podem mudar o curso do mundo, da economia, da política mundial, mudar as formas como a população destrói ou preserva o planeta. É talvez um dos fatores mais importantes deste final de década, início de milênio.

O novo presidente dos Estados Unidos é a esperança de todos aqueles que hoje já sofrem com os efeitos da crise econômica americana. Pode ser a solução para as empresas em dificuldades financeiras, a solução para os bancos que agora se fundem, pode ser a solução para a empresa que você trabalha ganhar mais clientes. Ou pode ser o contrário de tudo isso.

Se seguirmos a cartilha da política americana, a vitória de um Republicano como McCain, seria mais interessante para o Brasil nas relações internacionais com os Estados Unidos. Republicanos tendem a ser protecionistas com sua economia (exclui-se Bush, que de tantos tropeços acabou levando o país a uma recessão), e esse protecionismo favorece o Brasil como um grande fornecedor de matéria-prima, impulsionando ainda mais nossas exportações e melhoram nossa relação na balança comercial com os americanos.

Mas se o mundo pede por Obama, tomar que ele vença. Só espero que não tenhamos surpresas se um dia a imagem de bom moço, de político imaculado, venha por água abaixo, e o então inexperiente Obama consiga tropeçar mais que seu antecessor, Bush. É hora de mudança, mas que seja para melhor.

Fábula: A barra e o sustenido

Wednesday, October 29, 2008 1:23
Posted in category Internet, Variados

Era uma vez, em um reino muito distante, onde as pessoas viviam apertando os dedos compulsivamente em botões e acompanhando as respostas em telas iluminadas.

Naquela época, os jovens do reino falavam uma língua chamada miguxês, onde as palavras mais complexas eram simplificadas para se assimilarem à forma como eram pronunciadas.

Era comum ouvir pelas ruas do reino frases como “Aki v6 tem a ctz d ver maix genti bunita q lah” ou “Kmo algm iskrevi axim”.

Muitos anos se passaram, e as pessoas do reino miguxês deixaram de falar axim, progredindo para um idioma mais evoluído, mais significativo, onde a fala pudesse criar #assuntos ou /imagens.

Fábulas a parte, está nascendo uma nova forma de conversar pela internet.

O uso das novas versões do msn ofereceu a possibilidade de criar emoticons personalizados. Emoticons são representações gráficas de uma sequencia de caracteres digitadas no programa, e que em geral, são iniciadas pelo símbolo “/”. Por exemplo: Para inserir uma figura de um coração, basta digitar /love, ou /coracao, ou qualquer outro nome que você deseja usar na hora de criar sua imagem personalidade.

Já o uso do sustenido ou jogo-da-velha “#” é usado em sites como o twitter, para criar assuntos. Por exemplo: quero falar algo sobre a novela das 8: #afavorita é realmente uma novela diferente.

Quando digo que uma nova linguagem está sendo criada, não é apenas pelo uso destes símbolos no msn ou no twitter, e sim porque as pessoas adeptas desse mundinho virtual estão usando tais símbolos em comunicações como o e-mail, por exemplo. Um símbolo, sim, pode significar mais do que mil palavras.

#atrasado

Querida esposa,
Vou chegar um pouco atrasado. A correria está grande no escritório. Não me espere para o jantar.

/teamo

O Contador de histórias

Friday, October 24, 2008 0:04

Toda criança gosta de ouvir histórias. O poder de uma história leva a criança a um mundo de sonhos, um mundo mágico, diferente do mundo real. Ela se vê em um conto de fadas, com príncipes e princesas, uma terra onde os animais falam, as bonecas são bebês e os carros voam. Mas não são só as crianças que se fascinam com histórias e se deixam sonhar. Os adultos também. Só que as histórias são outras. E os sonhos também.

Quando uma pessoa lhe conta como foi o fim de semana dela na praia, a primeira atitude que sua mente toma, é tentar montar o local, as pessoas, a situação como um todo. Os adultos não mais fantasiam como faziam quando crianças. Eles agora imaginam.

Contar uma história é muito diferente de fazer um monólogo. Existem pessoas que não conseguem contar histórias. Elas simplesmente empurram um caminhão de fatos e situações dentro da sua cabeça e querem que você as compreenda. Não há chance de você raciocinar, juntar as peças, e imaginar como seriam tais fatos e situações, e aí sim, poder compreender.

Uma história bem contada faz sua imaginação ir além. Faz pensar em coisas que você nem sabe o que são.

Se interpretarmos o que é contar uma boa história em matéria de negócios, um bom exemplo seria o discurso de um vendedor na hora de fazê-lo comprar um produto. Imagine-se dentro de uma concessionária de veículos, e um vendedor lhe mostra o último lançamento do ano. Um carro elegante, repleto de opcionais, na cor que você acha mais bonita. Ele usa de diversas táticas para fasciná-lo e enfim comprar o carro. E você se imagina dentro dele, dirigindo para todo lugar que quiser. Isso nada mais é que uma boa história contada. Um texto que consegue mexer com a imaginação das pessoas.

Se existe alguma coisa que as pessoas devam re-aprender, é contar histórias. Boas histórias. Usar argumentos que façam você imaginar, sonhar. Visualizar cenas que não existem, mas que seriam perfeitas se fossem reais.

Talvez a fórmula para envolver os consumidores esteja em contar boas histórias. Vamos aproveitar a oportunidade de fazer as pessoas imaginarem um mundo diferente do que elas vivem. Vamos imaginar um mundo mágico, de sonhos, ao invés de engolir um monte de fatos e situações que a gente nem têm chance de compreender.

Tenho certeza que se contarmos mais histórias ao invés de empurrar idéias e conceitos goela a baixo, a chance de nos relacionarmos melhor uns com os outros, é muito mais fácil e mais duradoura.

Quando a guerrilha se confunde

Tuesday, October 21, 2008 1:53
Posted in category Internet, Negócios, Propaganda

Lendo alguns tópicos da comunidade Marketing de Guerrilha no Orkut, ao longo do tempo percebi que muita gente confunde guerrilha com qualquer tipo de ação publicitária, desde colar um adesivinho num poste até achar “mídias alternativas” para se divulgar.

Fazer mala-direta é guerrilha? Fazer um hotsite? Sair gritando num megafone? Que isso meu povo? Vamos estudar mais porque isso NÃO é guerrilha! O povo confunde non-media e até Internet e PDV com guerrilha agora!

Na minha opinião, guerrilha é qualquer ação que não compre espaço em mídia e que gere aquela palavrinha fresca de se pronunciar: “buzz“, ou vulgo “buzunzum“. Foi isso que eu aprendi com o Mr. Manson da Espalhe/Cocadaboa.

Se o consumidor comum ver a sua “ação de marketing”, isso não é guerrilha pra mim. Se a imprensa ver a sua “ação” e divulgá-la na mídia gratuitamente, como uma notícia por exemplo, aí sim é guerrilha, pois você ganhou publicidade sem pagar por espaço na mídia.

Guerrilha nada mais é do que fazer uma assessoria de imprensa sem pagar um fee e sem produzir press-releases. Basicamente é isso. Óbvio, não é tão simples assim, mas querendo ou não, é só mais um tipo de marketing como muitos outros. É só mais uma maneira diferente de vender algo, gastando menos e gerando lucros.

Bom, como eu disse, é só minha opinião. Estou expondo meu ponto de vista e abrindo para uma discussão.

Segura o folheto que eu te dou um doce!

Monday, October 13, 2008 13:05
Posted in category Variados

Legal é você sair de uma padaria e ganhar uma sobremesa patrocinada pela Gafisa.

Esta é a ação que a Gafisa tem feito com algumas padarias de São Paulo, próximas ao local de alguns de seus lançamentos imobiliários. A Gafisa tenta algo diferente do que distribuir folhetos no semáforo, e a padaria ainda ganha uma degustação das suas sobremesas pagas pela construtora. Enfim, nada que ninguém tenha visto antes.

Fiz.tv e um merchãzinho

Sunday, October 12, 2008 0:29

Esse canal de TV-UHF é bem interesante. Não sei se pega em todo lugar do Brasil, mas com a TV a cabo, tudo é possível. Não só com a TV a cabo, mas com a Internet, com o celular. Por isso que o canal é interessante.

Qualquer pessoa que fizer um vídeo pode concorrer a tê-lo exibido na TV. E o melhor é que o canal começou apenas exibindo vídeos bem caseiros, e hoje já tem uma programação completa e diversificada. Tem ótimos curtas, videoclipes de bandas independentes bem produzidos, sátiras, nonsenses. Enfim, conteúdo de qualidade, e produzido pelo internautas. Como eles mesmo dizem, a Fiz.TV só organiza as coisas e põe na TV.

Agora, Já pensou que as empresas podem começar a patronizar estes “vídeos caseiros” em troca de um merchãzinho? Hum, se essas idéias pegarem…